Audi Q7 surpreende entre os SUVs

A Audi não está disposta a perder a liderança entre as marcas premium que atuam no Brasil. Para isso, a fabricante das quatro argolas resolveu apostar alto no país e, além de se comprometer a promover, em média, um lançamento por mês em 2016, mira forte nos segmentos que mais crescem por aqui. Não teria sentido ficar de fora da concorrência entre os SUVs, cada vez mais acirrada. E, para isso, trouxe a segunda geração de seu maior utilitário esportivo, o médio-grande Q7. Não que os 22 emplacamentos mensais registrados desde sua chegada, em fevereiro, façam tanta diferença nas 3.998 totais da Audi no primeiro quadrimestre do ano. Mas certamente sua tecnologia embarcada e porte impressionam quem recorre às concessionárias da marca em busca de outros modelos mais em conta.
A nova geração do Q7 veio com boas vantagens em relação à anterior. A começar pelo peso, que caiu 325 quilos com a adoção de materiais mais leves. Com isso, a promessa é de uma economia de consumo de cerca de 28%. Não só pelo “emagrecimento”, mas também em função do sistema start/stop, que desliga o motor quando o carro atinge velocidade inferior a 7 km/h. As dimensões também diminuíram, mas nada que comprometa o espaço e o conforto dos ocupantes: são 3,7 centímetros a menos no comprimento e 1,5 cm na largura. No total, agora ele tem 5,05 metros de comprimento, 1,97 metro de altura, 1,74 metro de largura e 2,99 metros de distância entre-eixos.

Esteticamente, o Q7 mantém o visual sóbrio de antes. A grade dianteira tem frisos grossos e cromados que se alinham aos faróis. Na lateral, um grande vinco percorre o perfil inteiro, se ligando ao contorno da lanterna e dos faróis. Disponível apenas na versão Ambition, o carro já conta com o novo “virtual cockpit”, que também marca presença nos últimos lançamentos da Audi no Brasil. Trata-se de uma tela de 12,3 polegadas personalizável com as principais informações do veículo. Há também “head up display” e central multimídia com sistema de voz, navegação GPS, Bluetooth e acesso à internet, porém sem tela sensível ao toque, e sistema de som premium da Bose.

O couro dos revestimentos pode ser em quatro tonalidades diferentes: preta, cinza, bege ou marrom. Na frente, todos os ajustes são elétricos e o do motorista conta com memória. Ar-condicionado automático de quatro zonas e iluminação interna em LED são de série. Mas tecnologias como alerta de desembarque, terceira fileira de bancos com acionamento elétrico, suspensão pneumática adaptativa e até eixo traseiro dinâmico, que esterça eletricamente as rodas em até cinco graus, podem ser adquiridos como opcionais.

O Audi Q7 é movido por um motor 3.0 TSFI de 333 cv de potência e 44,9 kgfm de torque, sempre acompanhado pelo sistema de tração integral Quattro e câmbio automático de oito velocidades. O preço inicial parte de R$ 399.990, mas com todos os opcionais juntos, pode chegar a R$ 489.490. Esses valores talvez expliquem as tímidas vendas do modelo no Brasil. (Márcio Maio/AutoPress)

Ponto a ponto – Audi Q7
Desempenho – O propulsor 3.0 V6 de 333 cv do Audi Q7 é bem vigoroso. É só pisar com vontade o acelerador para ele se acender. O SUV reage de maneira imediata e a velocidade sobe de forma surpreendente diante de suas quase duas toneladas. O zero a 100 km/h em apenas 6,1 segundos comprova isso. Nota 10

Estabilidade – O Q7 se mostra absolutamente neutro nas curvas, apesar do porte de utilitário médio-grande. Mesmo quando se exagera na velocidade, a sensação de segurança é constante. Mérito, principalmente, da eficiente tração integral, que faz com que as quatro rodas mantenham sempre a aderência. A direção elétrica também ajuda ao dar mais firmeza a cada avanço do ponteiro do velocímetro. Nota 10

Interatividade – De maneira geral, tudo é muito bem resolvido no modelo alemão. A começar pela pequena alavanca da transmissão, bastante prática. O painel virtual, presente nos últimos lançamentos da fabricante, é complementado pelo “head up display”. Já a central multimídia segue o tal padrão alemão: não tem entrada USB nem tela sensível ao toque. Ela é operada por comandos vocais, por um botão giratório ou por um pouco prático “touchpad”. A terceira fileira de bancos, no entanto, conta com acionamento elétrico, o que facilita demais seu funcionamento, e o porta-malas se abre por um sensor de movimento sob o para-choque quando a chave está próxima. Nota 8

Consumo – O InMetro não avaliou o Audi Q7 no Programa Brasileiro de Etiquetagem. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, EPA, o Q7 faz 8,1 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada, o que dá a média combinada de 8,9 km/l. Nota 6

Conforto – O espaço é bom e os bancos são extremamente confortáveis. A suspensão filtra com eficiência os desníveis do solo e o isolamento acústico é competente, a não ser quando se exige demais de seu propulsor, fazendo com que um instigante ronco chegue à cabine. Apesar do tamanho do habitáculo, o ar-condicionado resfria rapidamente o ambiente. Nota 9

Tecnologia – O trem de força é moderno e não faltam itens tecnológicos no interior. O modelo já traz o novo cockpit virtual da Audi e “head up display”. A iluminação interior é toda em LED e o sistema de áudio é Bose, com amplificador de 558 watts com 15 canais e 19 alto-falantes. O sistema start/stop é inteligente, desligando o motor antes da parada do veículo e, completo, o Q7 pode ter sensor de ponto cego, alerta de desembarque, assistente de visão noturna, sensor de tráfego cruzado traseiro para saída de vagas, assistência de farol alto, câmera 360 graus e eixo traseiro dinâmico, entre outros. A plataforma é nova e bem tecnológica, também utilizada pelo Bentley Bentaiga. Nota 9

Habitabilidade – O acesso é facilitado pelo excelente ângulo de abertura das portas e pelo sistema de travas e partida do motor sem chave. São 2,99 metros de distância entre-eixos, o que proporciona um amplo espaço interno. O porta-malas recebe 295 litros com sete lugares, excelentes 890 litros com cinco e, com a segunda fileira de bancos rebatida, 2.075 litros. Nota 9

Acabamento – A elegância e a sobriedade imperam no interior. O padrão é bem semelhante ao utilizado na linha A8, a mais requintada da fabricante das quatro argolas. Materiais nobres se misturam aos revestimentos em couro. Há peças em alumínio escovado e os plásticos são suaves ao toque. Nota 9

Design – O porte do Audi Q7 chama mais atenção que seu desenho. A grade dianteira trapezoidal tem detalhes cromados, que se alinham aos faróis. Os vincos laterais partem do conjunto ótico dianteiro e vão até a ponta da lanterna. As linhas, de maneira geral, contribuem para dar uma ideia maior tanto de largura quanto de comprimento. Na traseira, as duas saídas duplas de escape reforçam a imagem esportiva do SUV médio-grande. Nota 8

Custo/Benefício – A Audi pede R$ 399.990 pelo Q7, mas completo pode chegar a quase R$ 490 mil. Um BMW X5 xDrive 35i 3.0 V6 de 306 cv parte de R$ 394.950, enquanto a Mercedes-Benz GLE 350d 4MATIC começa em R$ 401.900. A Volvo vende o XC90 Inscription 2.0 de 320 cv por R$ 383.950, com mais aparatos tecnológicos que o Q7. Já entre as marcas mais sofisticadas, o Q7 briga com os modelos de entrada como o Porsche Cayenne 3.6 V6 de 300 cv, a R$ 380 mil, e o Range Rover Sport 3.0 SDV6 SE com 306 cv por R$ 411.700. Nota 6

Total – O Audi Q7 somou 84 pontos em 100 possíveis.

Auto Press

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