Acusado de crimes é suspeito de ameaçar policial em Mogi - O Diário - Mogi das Cruzes , Suzano e Região do Alto Tiete

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Acusado de crimes é suspeito de ameaçar policial em Mogi

DESTAQUE, Policia

LAÉRCIO RIBEIRO
Terminou na noite desta terça-feira, no Distrito Central, o auto de prisão em flagrante por coação no curso do processo elaborado pelo delegado titular Argentino da Silva Coqueiro em desfavor do bandido Eric Luciano Alves Faustino, de 35 anos, membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele nega, porém foi denunciado pelo policial militar Cláudio Márcio de Lima, de 44 anos, da 2ª Companhia do 17º BPM/M, em Jundiapeba. O crime foi cometido nas dependências do Fórum de Mogi depois da audiência na qual Eric é processado por cometer tortura, sequestro cárcere privado, receptação e formação de quadrilha ou bando.

Na saída da sala, já no corredor, Eric teria olhado de forma ameaçadora para o policial militar, um dos integrantes da equipe da PM, que ajudou a prendê-lo em 13 de novembro de 2015, no Jardim Aeroporto. O criminoso estava algemado a outro preso, mas gesticulou a mão direita e num tom baixo de voz falou ao soldado PM Cláudio. “Você vai se fxxxx”, numa analogia que de agora em diante ele terá grave problema em razão do seu depoimento em juízo por causa da ocorrência anterior de sequestro.

O policial Cláudio Lima adotou as medidas necessárias comunicando o juiz da 1ª Vara Criminal. O agente de escolta José Carlos Rodrigues confirmou ao delegado Argentino Coqueiro que “viu Eric gesticular a mão direita, mas não o ouvir falar”.

O delegado Coqueiro compareceu ao Fórum na companhia do investigador chefe Luiz Roberto Bourg de Mello, o qual “deu voz de prisão em flagrante” ao acusado. Ontem de manhã, após audiência de custódia, Eric retornou à Penitenciária de Tremembé, em Taubaté, onde já estava encarcerado. “Ele agora vai responder por mais esse crime de coação”, frisou o titular Coqueiro.

Em 13 de novembro de 2015, Eric e mais 7 comparsas da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) faziam o julgamento do corretor Renato Francisco de Matos, de 56 anos, apontado pelo grupo como “informante policial”. O ato é conhecido como o “Tribunal do Crime”, porém na época a Polícia Militar recebeu uma denúncia e capturou os criminosos. O corretor Renato afirmou que “mais um pouco eu já seria morto”. Ele contou que foi rendido pelos bandidos no Distrito de Palmeiras, em Suzano, e levado para um galpão no Jardim Aeroporto.

Na operação, a Polícia Militar deteve, entre os bandidos, um dos chefes da facção na Região do Alto Tietê.

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