Aberto inquérito contra policiais

O delegado Argentino da Silva Coqueiro, titular do Distrito Central, em Mogi das Cruzes, procurado pelo O Diário disse que vai abrir inquérito policial para apurar os crimes de prevaricação e usurpação de função pública que teriam sido cometidos por um tenente e um sargento do 17º BPM/M, na noite de 19 de abril, por ocasião da apresentação de uma ocorrência de tentativa de furto a uma residência, na Vila Oliveira. O delegado Gustavo Henrique Bezerra da Cunha diante da ação dos policiais militares, não elaborou o auto de prisão em flagrante em desfavor do acusado do crime, o servente de pedreiro Manoel de Oliveira Neto, de 29 anos, morador em César de Souza.
“O tenente e o sargento alegaram que era ‘flagrante facultativo’ e não permitiram que os soldados condutores do suspeito da casa à delegacia fossem ouvidos, mandando-os retornar ao serviço nas ruas, o que se tornou um absurdo, pois o que fizeram se baseando em uma resolução antiga da PM, segundo alegaram, fere a Legislação Penal”, lamentou a autoridade policial.
O delegado Gustavo formalizou representação contra o tenente e o sargento, cujas identidades ainda são preservadas pelo jornal, pois o procedimento ainda está em fase de investigação. Após analisar o documento, o seccional Marcos Batalha o mandou de volta ao Distrito Central para as providências cabíveis. “Vamos ouvir o tenente, o sargento e os demais envolvidos para apurar os fatos”, explicou o delegado Argentino.
O acusado Manoel, o qual foi detido pela própria vítima, o policial civil Milton Gil de Andrade nos fundos de sua residência, deve ser indiciado por tentativa de furto. Ele seria filho de um policial militar e foi surpreendido no quintal antes de praticar o crime. O episódio aumenta as antigas divergências entre as Polícias Civil e Militar. Na véspera do problema que aconteceu no plantão do Distrito Central, a PM prendeu 3 investigadores por concussão (extorsão), em Mogi. (Laércio Ribeiro)

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